De fato, tenho dificuldade em lidar com esses dias mais ou menos. Ainda mais quando está como hoje. Mais ou menos demais.
Isso acontece porque sou muito espontânea, expressiva, viva. Nunca me conformei com o marasmo, com a rotina e com o empurrar com a barriga.
Digo que sou simples, mas talvez precise de coisas demais pra ser feliz.
Mas quando digo que o simples me alimenta e me realiza, estou falando do simples natural, sem esforço. Se tem que muito o que pensar ou muito que fazer, já não é mais o que faz feliz.
Talvez eu seja muito exigente. Talvez eu queira muito mais do que mereça e do que eu faça. Mas então peço ao universo que me ensine a dar em troca.
Porque nesta vida, não aprendi a jogar, a vingar, a prejudicar, a fazer mal. Sou o que sou e gosto de mim assim. Estou disposta a melhorar, mas se não sei exatamente o que fazer em cada situação. Não sei ler pensamentos e sou uma tragédia em interpretar enigmas, mas não recuso um desafio. E neste caso, provo que, apensar de não ser meu forte, posso ter nervos de aço.
Eu pedi à vida uma relação com um homem beeeem humano. Com todos os defeitos e qualidades que uma pessoa comum pode ter. Queria me apaixonar e até mesmo sofrer se não pudesse evitar. E eu tive isso. Fui muito feliz e muito triste.
Mas agora que está terminando... Eu me desapegando... O dia não está mais intenso como outrora foi. O dia, o romance e a vida estão mais ou menos ao extremo. E para o mais ou menos eu nunca estou preparada.
Mas sei que logo vai passar. Porque jamais conseguiria viver no muro ou na inércia. Já está amanhecendo o dia de uma noite intensa, mas que madrugou longa e chata. E eu não tenho paciência pra nada disso.
Também não posso compreender quem escolhe ser assim permanentemente. Mas cada vez menos me importo com isto... Aliás, cada vez eu me importo menos com tudo que não posso mudar.
Hoje estou aqui, me libertando do que foi bom e do que foi ruim. Mas desta vez tranquila. Tranquila porque sei que fiz o que me pareceu certo. Fiz o que meu coração pediu. Me entreguei de corpo e alma, porque em essência sempre fui assim.
Não me arrependo.
Não me escondo.
Não faria diferente.
Porque prefiro ser uma metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo.
Porque eu vivi tudo.
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