Chegou naquele ponto.
O ponto em que eu me entrego ou pulo.
Decisões, decisões. Será que eu tenho mesmo escolha? Ou será que o caminho está tomado, apenas esperando que eu bata o martelo?
Porque se eu realmente tivesse escolha, eu escolheria não chegar ao ponto em que tenho que escolher. Eu abro mão da escolha... Em troca de uns meses de felicidade.
Como voce pode me dizer que tenho opções, se eu simplesmente aceitei o que veio?
Como voce pode me dizer que tenho opçoes, quando qualquer rumo que eu tome irá me machucar?
Como voce pode me dizer que tenho opções, se qualquer estrada que eu pegue me fará perder o que seria a outra?
Não me sinto decidindo nada. Me sinto é refém de um destino, iludida e ignorante. Jogando... Um jogo que desaprovo.
Mas mesmo a ilusão é pesada.
O coração pede uma coisa, a cabeça outra. E eu que ha pouco nem queria entrar nessa, me vejo tão perdida... Tanto quanto a menininha... Que, eu sei, nunca deixei de ser.
E precisando ser mulher, me perco, em embolo, me enrolo. Não sei fingir, simular, me conter ou me omitir. Eu não sei viver nesse mundo. E não sei se quero saber.
Só o que sei, é que eu queria deitar naquela areia fina, branca, de som agudo da praia do Aventureiro...
Agora mesmo a noite. E ver seu ceu estrelado... Estrelas que não posso ver de nenhum outro lugar. O silêncio interrompido apenas pela violência das ondas do mar. Intensas... Fortes... Corajosas... Apaixonadas... E vivas. Como eu.
Aí então, eu teria a paz.
E talvez tivesse tambem a sanidade para simplesmente não me importar. Sem as amarras desses malditos apegos ao que minha mente sabe ser errado, eu poderia então sossegar o coração e aceitar o que vier. Mesmo que o que venha, não seja de início bom.
Afinal, eu da vida não espero somente satisfação.
Espero movimento, fogo e paixão.
E se isso gerar algum sofrimento... Que gere então.
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